como funciona o rating bancário e por que ele define se você terá acesso aos melhores cartões

O segredo que os bancos não contam: como funciona o rating bancário e por que ele define se você terá acesso aos melhores cartões

Quem já tentou solicitar um cartão Black, um aumento de limite ou até mesmo um financiamento provavelmente já ouviu falar em score de crédito. No entanto, existe uma ferramenta ainda mais importante e praticamente desconhecida do público: o rating bancário.

Esse indicador interno é utilizado por praticamente todas as instituições financeiras para medir o risco e o potencial de cada cliente. Embora cada banco utilize uma metodologia própria, o rating influencia diretamente a aprovação de crédito, os limites disponíveis, a oferta de cartões premium e até mesmo o relacionamento com o gerente, segundo especialista HUGO REIS

Neste artigo, o Viagem Black explica como funciona esse sistema e mostra o que já se sabe sobre as classificações utilizadas pelos principais bancos do país.

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O rating bancário é uma classificação interna criada pelos bancos para avaliar cada cliente.

Ao contrário do Score Serasa ou do SPC, que podem ser consultados pelo consumidor, o rating bancário é confidencial e fica disponível apenas para uso interno da instituição.

Na prática, ele funciona como uma nota de confiança.

Quanto melhor for essa avaliação, maiores costumam ser as chances de conseguir:

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  • cartões Visa Infinite e Mastercard Black;
  • aumento de limite;
  • empréstimos com juros menores;
  • financiamentos;
  • linhas de crédito pré-aprovadas;
  • acesso aos segmentos de alta renda;
  • condições especiais de investimento.

Muita gente acredita que possuir um Score Serasa acima de 900 pontos garante aprovação de qualquer cartão.

Não é verdade.

O score é apenas uma pequena parte da análise.

Os bancos costumam considerar diversos fatores, como:

  • renda comprovada;
  • patrimônio;
  • investimentos;
  • movimentação financeira;
  • histórico de pagamentos;
  • relacionamento com o banco;
  • utilização do limite;
  • comportamento de consumo;
  • risco de inadimplência;
  • tempo de relacionamento.

Cada instituição atribui pesos diferentes para esses critérios.


Não.

Cada banco desenvolve seu próprio modelo estatístico.

Alguns utilizam letras.

Outros trabalham com números.

Também existem bancos que combinam diversas notas ao mesmo tempo, criando um perfil completo do cliente.

Por isso, dois clientes com exatamente a mesma renda podem receber avaliações completamente diferentes em instituições distintas.


Itaú

O Itaú utiliza diversos modelos internos de análise.

Embora a escala oficial não seja pública, o banco considera fatores como:

  • renda;
  • patrimônio;
  • relacionamento;
  • utilização do crédito;
  • histórico de pagamentos;
  • investimentos;
  • movimentação da conta.

Esses modelos ajudam a definir desde o limite do cartão até a possibilidade de acesso a segmentos como Personnalité e Private Bank.


Bradesco

O Bradesco também trabalha com múltiplos modelos internos.

Além da análise de crédito tradicional, o banco costuma avaliar:

  • relacionamento;
  • utilização dos produtos;
  • rentabilidade do cliente;
  • comportamento financeiro.

Esses fatores influenciam diretamente a concessão de cartões como Bradesco Visa Aeternum, American Express The Platinum Card e Bradesco Visa Infinite.


Santander

Relatos consistentes de clientes e ex-funcionários indicam que o Santander utiliza classificações numéricas em alguns de seus sistemas internos, combinadas com modelos de relacionamento.

Entre os fatores analisados estão:

  • renda;
  • investimentos;
  • utilização dos cartões;
  • seguros;
  • financiamentos;
  • folha de pagamento;
  • relacionamento geral.

Esse conjunto ajuda a determinar o acesso aos segmentos Select e Private, além de cartões como Unlimited e American Express.


Banco do Brasil

O Banco do Brasil combina análises de crédito com o relacionamento mantido pelo cliente.

Entre os fatores considerados estão:

  • movimentação financeira;
  • investimentos;
  • utilização de produtos;
  • histórico de crédito;
  • relacionamento com a instituição.

Essas informações influenciam ofertas de cartões Ourocard Visa Infinite, Altus e outras linhas premium.


Caixa Econômica Federal

A Caixa utiliza classificações de risco semelhantes à escala regulatória do Banco Central para operações de crédito (AA, A, B, C etc.), além de modelos próprios para relacionamento e concessão de produtos.

O banco considera fatores como:

  • histórico de crédito;
  • capacidade de pagamento;
  • relacionamento;
  • utilização dos produtos financeiros.

Nubank

Mesmo sendo um banco digital, o Nubank também possui um sofisticado sistema interno de avaliação.

A instituição nunca divulgou oficialmente sua metodologia, mas é conhecido que utiliza modelos próprios de inteligência artificial e aprendizado de máquina para analisar o perfil dos clientes.

Entre os fatores que podem influenciar essa avaliação estão:

  • histórico de pagamentos;
  • uso do limite do cartão;
  • frequência de utilização;
  • renda;
  • movimentação da conta;
  • comportamento financeiro ao longo do tempo;
  • perfil de risco.

É esse conjunto de informações que ajuda a explicar por que dois clientes com renda semelhante podem receber limites completamente diferentes ou convites para produtos como o Nubank Ultravioleta em momentos distintos.


C6 Bank

O C6 Bank também utiliza um modelo proprietário para avaliar seus clientes.

Além da renda, a instituição costuma observar:

  • gastos no cartão;
  • investimentos;
  • utilização da conta;
  • relacionamento;
  • histórico de crédito.

Esses fatores influenciam a concessão de cartões como o C6 Carbon, benefícios adicionais de salas VIP e convites para segmentos de relacionamento superior.


BTG Pactual

No BTG Pactual, patrimônio e investimentos possuem peso significativo.

Clientes com maior volume financeiro normalmente têm acesso mais rápido aos cartões premium, assessoria personalizada e produtos exclusivos.


Sim, mas com outro objetivo.

As instituições financeiras são obrigadas a classificar suas operações de crédito em uma escala regulatória:

Essa classificação serve para medir o risco das operações e calcular provisões contábeis exigidas pela regulamentação.

Ela não corresponde ao rating de relacionamento utilizado para conceder cartões ou definir limites.


Na maioria dos casos, sim.

Algumas atitudes costumam contribuir para uma melhor avaliação ao longo do tempo:

  • manter pagamentos sempre em dia;
  • evitar atrasos e renegociações frequentes;
  • movimentar regularmente a conta;
  • concentrar parte da renda no banco;
  • utilizar o cartão de crédito de forma recorrente;
  • manter investimentos na instituição, quando fizer sentido;
  • evitar utilizar constantemente 100% do limite disponível;
  • construir um relacionamento de longo prazo.

Cada banco possui critérios próprios, mas clientes com relacionamento consistente tendem a receber melhores ofertas.


Sem dúvida.

Embora a renda mínima seja um dos requisitos mais conhecidos, ela está longe de ser o único fator analisado.

O rating interno costuma pesar bastante na aprovação de cartões de alta renda, como:

  • Nubank Ultravioleta;
  • C6 Carbon;
  • Santander Unlimited;
  • Itaú The One;
  • Bradesco Aeternum;
  • Banco do Brasil Altus;
  • American Express The Platinum Card.

Em muitos casos, clientes com renda inferior à exigida conseguem aprovação graças ao excelente relacionamento com o banco, enquanto outros, com renda elevada, podem ter o pedido negado por apresentarem um perfil de risco considerado menos favorável.

Conclusão

O rating bancário continua sendo uma das ferramentas mais importantes — e menos conhecidas — do sistema financeiro. Embora os bancos não divulguem suas fórmulas, é consenso que a análise vai muito além do Score Serasa e leva em conta um conjunto amplo de informações sobre o relacionamento e o comportamento financeiro do cliente.

Para quem busca cartões premium, limites mais altos e acesso a produtos exclusivos, entender que o relacionamento com o banco também faz diferença pode ser tão importante quanto aumentar a renda.

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